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VOCÊ SABIA? MUITA GENTE ANDA JOGANDO FEIJÃO NO LIXO ATOA, SAIBA O PORQUÊ.

Muita gente anda confundindo radícula do feijão com "larvas" e desperdiçando tudo no lixo

O grão de feijão, durante sua estocagem, encontrou condições adequadas de umidade, temperatura e oxigênio que proporcionou a quebra de seu estado de dormência e o desenvolvimento do processo de germinação. Fisiologicamente, a germinação é o processo do desenvolvimento de uma nova planta a partir de sua semente. Nesse processo, uma radícula emerge da semente. Infelizmente a produção do feijão depende muito do clima, o que não permite uma padronização de todos os aspectos do produto. De acordo com a empresa Pantera Alimentos, muita das vezes, devido à estiagem severa, o feijão fica muito seco, com uma umidade baixa de até 10% (dez por cento), quando o certo seria de 15% à 16% (quinze a dezesseis por cento). Desta forma, com a umidade baixa, o brotinho do feijão não se desenvolve totalmente ficando ainda dentro do grão, onde se solta após o cozimento com aspecto de "larvas", porém, nada mais é do que a radícula do Feijão, não sendo prejudicial a saúde, pois faz parte do mesmo.


Para quem se interessar em saber um pouco mais sobre a estrutura do feijão e o processo de germinação, segue abaixo um texto abordando um pouco mais sobre o assunto.

O feijão é um grão que pertence à família das leguminosas. Possui uma estrutura formada por dois componentes principais: o tegumento e o embrião. O tegumento representa 3% da massa do feijão e é responsável pela proteção do embrião, ou seja, forma-se uma casca protetora contra agentes externos que possam danificá-lo. Enquanto que o embrião corresponde a parte restante, equivalente a 97%. O embrião é divido em duas partes: a primeira parte é o cotilédone, região onde se acumula a reserva de nutrientes, isto é, servirá como suprimento para o eixo embrionário, que é a segunda parte, sendo constituído de plúmula (que contém duas folhas primárias e a gema apical), epicótilo (caule rudimentar), e radícula/hipocótilo (que levanta os cotilédones acima da superfície do solo).


LEGENDA - Figura 1:

Common Bean – Feijão Comum

Epicotyl – Epicótilo

Hypocotyl – Hipocótilo

Plumule – Plúmula

Radicle – Radícula

Seed Coat -  Casca

Cotyledons –  Cotilédone










Quando o grão de feijão encontra condições propícias de umidade, temperatura e oxigênio, ele sai de seu estado de latência (dormência), iniciando o processo de desenvolvimento da planta do feijão denominado germinação.  A primeira etapa requer um pouco de umidade. A água promove a ruptura da casca protetora, o tegumento, hidratando os cotilédones e permitindo a entrada do gás oxigênio para dentro da semente de feijão, em específico, para as células que formam o embrião.

Quando essas células do embrião, que ficam no interior do grão, recebem esse oxigênio, juntamente com a água e em uma temperatura adequada, elas começam a se desenvolver, pois a água que penetra na semente de feijão permite a mobilização da reserva energética encontrada nos cotilédones e, posteriormente sua disponibilização a essas células embrionárias para que possam se desenvolverem. À medida que essas células embrionárias vão consumindo o cotilédone, vai havendo o surgimento da radícula que é a primeira estrutura a emergir do grão de feijão e ela nada mais é do que uma parte da futura planta. Nesse contexto, o que a consumidora visualizou após o cozimento do feijão são as radículas desse feijão e não larvas efetivamente. Se essa radícula estiver dentro do solo, começa a se desenvolver, captando nutrientes necessários como minerais e água para dar continuidade ao desenvolvimento da planta do feijão.



LEGENDA - Figuras 3:

Cotyledon – Cotilédone

Seed Coat – Casca

Been seed – Semente do feijão

Radicle- Radícula

Foliage leaves –  Folhagem que estão saindo

Epicotyl – Epicótilo

Hypocotyl – Hipocótilo

Roots – Raízes

Referências Bibliográficas:

LIVINGSTONE, I. Germination of a bean plant. Disponível em: <http://biodidac.bio.uottawa.ca/thumbnails/filedet.htm?File_name=LEGU001B&File_type=CDR>. Acesso em: 06 Jun. 2017.

KOBLITZ, M. Matérias-primas Alimentícias. 1. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan LTDA, 2011. 77p.

SATHE, S; VENKATACHALAM, M. Beans. In: WRIGLEY, C.; CORKE, H.; WALKER, C, Org(s). Encyclopedia Of Grain Science. Manhattan: Elsevier Academic Press, 2004. p.76-85.

PHILPOT EDUCATION. Plant biology: essential ideas. Disponível em: <https://www.philpoteducation.com/mod/book/view.php?id=808&chapterid=1084>. Acesso em: 06 Jun. 2017.


<http://www.feijaodelicia.com/verdade-sobre-supostas-larvas-encontrada-no-feijao> <http://www.reclameaqui.com.br>


Tags: leguminosas feijao larva


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